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EduScratch é um projeto que visa promover a utilização educativa do Scratch através do apoio, formação e partilha de experiências na comunidade educativa

Uma das bonitas histórias que temos vivido este ano pela voz da Carolina e da professora Carla, que abriu as portas da sua sala e turma para a realização de um projeto e de um sonho. E tudo começou no Webinar "Scratch na Escola" feito na ERTE - DGE...

Scratch… a minha história! (a visão da Carolina)

A minha história com o Scratch inicia-se em outubro /novembro de 2011, quando comecei a fazer algumas

 

 

 

pesquisas para o meu estágio curricular.
Foi no sítio da internet da Direção Geral da Educação (DGE), através dos vídeos das sessões “webinar”, que ouvi e vi pela primeira vez o Scratch. O referido vídeo é protagonizado pela professora Teresa Marques que apresentou o programa de uma forma clara e apelativa.
Confesso que até então, não tinha sentido especial apreço pelas linguagens de programação, julgava que se restringiam aos “génios” da informática, nos quais eu não me incluía. Mas quando conheci o Scratch senti que este programa era diferente, nascendo em mim uma “simpatia” imensa e vontade de explorá-lo.
Tive a
consciência que para descobrir o Scratch, teria de examinar as suas características, os seus limites, vantagens e desvantagens.
O que mais me provocou interesse no Scratch foi a possibilidade dos alunos se tornarem criadores de conteúdos digitais, ao invés de serem somente consumidores. Como sabemos os designados “nativos digitais” são potentes consumidores de recursos digitais. Mas, com esta ferramenta, também podem criar com enormes vantagens ao nível motivacional, e de
promoção de novas aprendizagens, com o seu computador pessoal (Magalhães).
No decorrer do meu estágio, partilhei esta descoberta com uma docente que se tem mostrado muito recetiva às tecnologias na educação. Após alguma exploração do programa, a professora Carla Ferreira, professora do 4º ano do CEB da escola das Levegadas, aceitou o desafio. Decidimos embarcar juntas nesta “aventura”, a descoberta do desconhecido, suportamo-nos mutuamente nas aprendizagens e na planificação das atividades para os alunos.
Atualmente, realizamos atividades de 90 minutos por semana, para um grupo de alunos, (no total 12), do 3º e 4º anos. Estes alunos apresentam bastantes competências ao nível da utilização do computador (processador de texto, paint, power point, pesquisa na internet), pois utilizam o seu Magalhães desde o 2º ano de escolaridade. E, por isso, depositamos neles toda a confiança e crença que o “nosso projeto”, o ScratchD@y, irá dar frutos.
Tomei realmente consciência do meu “envolvimento” com o Scratch, quando realizei uma apresentação ao meu grupo turma de Mestrado em Ciências da Educação, (Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Coimbra), pois o feedback foi bastante positivo. Referiram que defendi este programa com bastante entusiasmo.
Não posso de deixar de agradecer, em primeiro lugar, à professora Carla, pois sem ela seria impossível desenvolver este projeto. Assim como, agradecer à professora Teresa Marques, que se mostrou logo simpaticamente disponível, para me ajudar.

Carolina Rodrigues Moutinho
Mestranda em Ciências da Educação -FPCE-UC

 

Scratch… a minha história (parte 2) - a visão da professora Carla titular da turma

Atualmente, sou professora titular de turma de um grupo de alunos do 4.º ano de escolaridade, na EB1 de Levegadas, do Agrupamento de Escolas da Lousã. Sou professora desta turma há três anos.
Tenho por convicção que a escola atual precisa de crescer e acompanhar o desenvolvimento tecnológico da nossa sociedade. Acredito que só assim conseguiremos cativar os nossos alunos, utilizando ferramentas e recursos apelativos, do seu interesse, que simultaneamente sirvam de estímulo para novas aprendizagens e desenvolvam o gosto pela escola. 
Com este pressuposto, sempre incentivei os meus alunos a utilizarem as novas tecnologias, sem medo, tentando tirar o máximo partido delas, dentro da sala de aula. Esta turma trabalha com o computador “Magalhães” regularmente, (desde o 2.º ano de escolaridade), tem um blogue de turma, faz pesquisas e usa sítios da internet com frequência, trabalha com um quadro interativo na sala de aula e usa alguns manuais digitais. Têm neste momento desenvolvidas competências bastante satisfatórias na área das T.I.C.
Durante este ano letivo, conheci a Carolina Moutinho, no desenvolvimento do seu estágio curricular na Câmara Municipal da Lousã, aquando de uma visita às escolas do nosso concelho. Mostrou-se desde logo muito disponível para colaborar com a escola no desenvolvimento dos atuais, ou de novos projetos, relacionados com as TIC’s. Da minha parte, fiz o mesmo disponibilizando-me, a mim e aos meus alunos, para novos desafios…
A partir deste momento, a Carolina começou a ser a minha fiel colaboradora das aulas de T.I.C, às quintas-feiras, da parte da tarde. Num destes momentos, perguntou-me se conhecia o “Scratch” e falou-me dele, cheia de entusiasmo, completamente apaixonada, e aconselhou-me a ver os vídeos das sessões “webinar”, da responsabilidade da Teresa Martinho Marques e aconselhou-me a experimentar mais, no sítio do “Sapokids”. Assim fiz, achei o “Scratch” um desafio interessante, uma ferramenta cheia de potencialidades e diferente de tudo o que tinha proposto aos meus alunos, até então…
Tive consciência absoluta que sozinha seria uma tarefa difícil e que só poderia avançar com o envolvimento profundo da Carolina no projeto, dando-me o auxílio necessário quer à minha autoformação, quer na sua implementação na sala de aula com os alunos. Comprometemo-nos a colaborar mutuamente e estimuladas pela Teresa Martinho Marques (entretanto amiga na rede social do facebook), não tivemos medo de avançar.
Planificámos as sessões, 90 minutos, todas as quintas-feiras, e avançámos com o “ScratchD@y”… Estamos na quinta sessão e, embora com muitas dúvidas para esclarecer, estamos muito otimistas e orgulhosas com o que nós e os “nossos meninos” construímos até ao momento. Estamos certas de que fizemos uma boa escolha!

A professora
Carla Santos Ferreira

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